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093 ST - A Virgem Maria é modelo de vida consagrada

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A Virgem Maria é modelo de vida consagrada, é nossa esperança de morar na Trindade Santíssima. Os consagrados celibatários, a exemplo de Nossa Senhora e para ajudá-la como Mãe da Igreja, exercem uma maternidade espiritual na Igreja.
Nossa Senhora é a pessoa que tem a maior intimidade com Deus, a Santíssima Trindade: é a filha de Deus Pai, mãe de Jesus Cristo e esposa do Espírito Santo. Os religiosos geram filhos de Deus, são mães de outros Cristos, os rejeitados deste mundo. Os religiosos são Igreja, esposa de Jesus Cristo, ungida pelo Espírito Santo para gerar filhos espirituais para Deus. Não existe vocação religiosa, consagrada, sem ser por inspiração mariana, pois Nossa Senhora é o rosto da Igreja.
Quando nossos irmãos protestantes perderam a comunhão dos santos com Nossa Senhora, perderam junto à chance da vida celibatária. Atualmente, considerando a vida consagrada como a chave do coração de Deus, Madre Basiléia Schilink e Madre Martyria, ambas evangélicas, fundaram juntas no ano de 1947 a “Irmandade Evangélica de Maria” e são celibatárias com votos de pobreza, castidade e obediência e até vestem hábitos como antigas religiosas da Igreja Católica Apostólica Romana. (contracapa do livro “Encontrei a Chave do Coração de Deus”). É interessante ressaltar a correlação entre a vida religiosa e a devoção mariana.
Quando fazemos nossa Profissão de Fé, o Credo, dizendo: “...e em Jesus Cristo, seu único filho nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria..”., afirmamos que Nossa Senhora é esposa mística do Espírito Santo, virgem e assim concebeu. A consumação do ato sexual não aconteceu com o esposo José nem com o Espírito Santo. “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente Santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus” (Luc. 1, 35). Santo Agostinho esclarece que Nossa Senhora gerou a Palavra no coração e depois a gerou no ventre.
O amor da Virgem Maria é místico, existencial, espiritual, amor tal qual teremos no céu, conforme explica Jesus aos saduceus quando lhe perguntaram com quem ficaria, na ressurreição, a mulher que fora casada vários com maridos, uma vez que todos a tiveram aqui na terra. “Respondeu-lhes Jesus: “Errais, não compreendendo as Escrituras nem o poder de Deus”. Na ressurreição, os homens não terão mulheres nem as mulheres maridos; mas serão como os anjos de Deus no céu” (Mat. 22, 29-30).
Todos nós, como Igreja e Corpo místico de Cristo, caminhamos para os esponsais místicos com Deus a fim de ter uma intimidade profunda com Ele. Igreja professa comigo: “Jesus Cristo Ressuscitado, nosso eterno namorado!”.
A minha consagração teve este lema para acordar a Igreja de namorar com mais fervor a Jesus Cristo e fiz votos perpétuos no dia 12 de junho de 2005, onde se comemora no Brasil o dia dos namorados.
 

Juracy Villares

Do livro: “Vocação: uma vida encantada com Deus!”

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