Banner Principal

Alimento Espiritual: Artigos e Formação

:: Canais / Família e Matrimônio

091 ST - O matrimonio é a maquete do casamento místico de Jesus Cristo com a Igreja!

- Imprimir artigo

Todos nós, como Igreja, caminhamos para os esponsais místicos com Jesus Cristo a fim de vivermos  amor existencial e  intimidade profunda com Ele na eternidade.

“Sujeitai-vos uns aos outros no temor a Cristo. As mulheres sejam submissas aos seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da  mulher, como Cristo é o chefe da Igreja, seu corpo, do qual ele é o salvador. Ora, assim como a Igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos. Maridos, amai vossas mulheres como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santifica-la, purificando-a,  pela água do batismo com a palavra, para apresenta-la a si mesmo toda gloriosa, sem macula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e incorruptível. Assim os maridos devem amar as suas mulheres como a seu próprio corpo.  Quem ama a sua mulher ama a si mesmo. Certamente, ninguém jamais aborreceu  a sua própria carne; ao contrário, cada qual a alimenta e a trata, como Cristo faz a Igreja – porque somos membros de seu corpo. Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher; e os dois constituirão uma só carne. Gen.2,24. Este mistério é grande, quero dizer,  com referência a Cristo e sua Igreja.” Ef.5,21-32.

 

 

A família é o primeiro exercício comunitário do ser humano. A experiência adquirida na família é a base de todas as outras comunidades que o ser humano vai vivenciar durante a sua vida: escolar, profissional, religiosa e a nova família se, por acaso, escolher o matrimônio.

O homem, ao optar pelo matrimônio, precisa assumir, na família, a posição existencial de autoridade.  Ser o pai da família é assumir a responsabilidade de conduzir seus membros a uma vida de  felicidade.

Por seu lado, a mulher assume a posição de operacionalizar as pessoas, as circunstâncias, as ocasiões para integridade da família. A esposa é a companheira e colaboradora do marido.

Os filhos são a missão da família, nascem, crescem, tornam-se heróis, emancipam-se dos pais e vão embora.

Cada família tem uma dimensão noética, espiritual que norteia a comunidade familiar com os valores culturais, artísticos, éticos e religiosos. Diante de Deus, o sacerdote é responsável por esta dimensão em todas as famílias de seu rebanho.  O sacerdote não tem uma família própria para cuidar e ser inserido em todas as famílias, casando com elas em nome de Jesus Cristo. Ele faz parte das nossas famílias e por isso, nós lhe damos nosso dizimo.

A maioria das pessoas não é capaz de alcançar plenitude de vida, a vida feliz, que constitui a maior glória de Deus para o homem. Permanecem algemadas por dúvidas, medos, culpas, entregando-se a vícios e a opções que entorpecem, que acarretam  dor. 

Constatamos essa situação nos jornais, nos noticiários e no dia-a-dia, convivendo com as pessoas.  Por quê? Porque estamos perdendo o significado existencial do amor, da felicidade e da família.

O bebê não sabe quem é, contudo leva consigo a pergunta “Quem sou eu?”. Ela será respondida vagarosamente, no dia-a-dia da sua existência, pela família e pelo tipo de amor que recebera.

Se o amor for incondicional e afetuoso, ele será uma pessoa equilibrada, com auto-estima, profunda auto-aceitação e uma percepção clara de sua imagem. Se receber amor condicionado, frio, “reclamado”, terá uma auto-imagem negativa e fraca auto-estima, o que poderá gerar neuroses. Em cada etapa, a criança necessita simultaneamente de pais de ambos os sexos, agindo de modo diferente.

A auto-imagem de qualquer ser humano é fator determinante de todo o seu comportamento emocional. Os pais deveriam, de todas as maneiras possíveis, assegurar a seus filhos o quanto eles são valorizados e amados. Somente quando a criança sabe que é amada, pode alcançar a verdade de que tanto necessita: ela é digna de receber amor — amor de Deus, de si mesma e dos outros.

A criança necessita experimentar que é amada por um adulto masculino e um adulto feminino, não isoladamente, mas de modo recíproco, formando a trindade, o “ninho”.

O matrimônio humano é a imagem do único e real matrimônio de Jesus com a Igreja, para a glória de Deus-Pai. A Igreja doméstica formada nesse matrimônio precisa estar, em santidade, à altura da Igreja hierárquica. Não se pode mais ter o preconceito de que a vida de oração e santidade é só para os consagrados e religiosos. Há necessidade de modelos de casais santos nos altares, que foram santificados pela vivência do sacramento do matrimônio para se encontrar uma espiritualidade específica para a vida conjugal. Os grupos de oração da Renovação Carismática Católica são alegres, ruidosos, ungidos, têm uma espiritualidade que mais se adapta à realidade heterogênea da família.

Neste momento podemos nos colocar diante de Deus e orar pelos casais, para que sejam santos em sua vocação de ser a imagem do grande e real matrimonio de Cristo com a Igreja e que  a vivencia em família seja um treino para a vida comunitária futura de seus filhos e da vida comunitária da Trindade Santíssima no céu.

Juracy Villares

Do livro: “Vocação: uma vida encantada com Deus!”

Copright 2002 - 2006. Comunidade Missionária Santíssima Trindade - Todos os direitos reservados